Levantamento de outubro aponta situação semelhante à do mês anterior, mas áreas da sede e do distrito de Porto Vilma exigem atenção redobrada no combate ao Aedes aegypti.
A Prefeitura de Deodápolis, por meio do setor de Controle de Vetores, divulgou os resultados da coleta das ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença de ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O levantamento é referente à semana epidemiológica 40 de 2026 e foi realizado nas áreas urbanas do município, com instalação das armadilhas nos dias 6 e 7 de outubro e retirada nos dias 13 e 14 do mesmo mês.
As ovitrampas permitem identificar a presença de ovos do mosquito e mapear áreas que precisam de maior atenção nas ações de prevenção e controle. De acordo com os resultados, a situação em outubro foi semelhante à observada no mês anterior. No entanto, alguns pontos da sede de Deodápolis e do distrito de Porto Vilma apresentaram resultados na faixa vermelha, com 101 ovos ou mais por palheta, indicando a necessidade de intensificar os cuidados nessas localidades.
O monitoramento ocorre em um período que exige atenção especial. Com as chuvas frequentes, aumenta a possibilidade de acúmulo de água em recipientes, pneus, garrafas, calhas e outros objetos que podem se tornar criadouros do mosquito. Por isso, eliminar esses locais é fundamental para reduzir a proliferação do Aedes aegypti.
No mapa do levantamento, os resultados são classificados por cores: vermelho para 101 ovos ou mais por palheta; laranja para 51 a 100 ovos; amarelo para 21 a 50 ovos; verde para 1 a 20 ovos; e azul para ausência de ovos.
O setor de Controle de Vetores destaca a importância do trabalho integrado entre os Agentes de Combate às Endemias (ACE), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e a Vigilância em Saúde, fortalecendo o monitoramento e as ações de prevenção das arboviroses no município.
A população também tem papel essencial nesse trabalho. A orientação é verificar regularmente quintais e terrenos, eliminar recipientes que possam acumular água e redobrar os cuidados após as chuvas. Imóveis em condições insalubres devem ser encaminhados aos setores responsáveis para avaliação e adoção das providências necessárias.
O monitoramento por meio das ovitrampas ajuda a direcionar as ações de combate ao mosquito, mas a prevenção depende da participação de toda a comunidade. Pequenas atitudes no dia a dia contribuem para evitar criadouros e proteger a saúde da população.





